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A parábola da vidraça

Postado no dia 27/12/2015

     Quero iniciar este texto, contando esta parábola: havia uma mulher que, toda semana, no dia em que a vizinha pendurava as roupas no varal, quando seu marido chegava para o almoço, ficava apontando, enquanto comiam, a casa da vizinha e dizendo:

 

     _ Credo, esta nossa vizinha é suja! Olha as roupas que ela pendurou no varal como estão encardidas. É por isso que você tem que me valorizar. Queria ver se fosse casado com uma mulher imunda como ela, que nem se preocupa em lavar as roupas.

 

     E durante todo o almoço ela não cansava em criticar a vizinha, enquanto se gabava do quanto sabia deixar suas roupas brancas e cheirosas, e o quanto o marido deveria valoriza-la por isso.

 

     Até que num determinado dia, quando o marido chegou para almoçar, ela disse espantada:

 

     _ Você não vai acreditar! Nossa vizinha criou vergonha na cara e aprendeu a lavar roupa! Ou alguém deve ter lavado para ela. Olha lá – e apontou para o varal – as roupas estão limpas. Então, seu marido disse:

 

     _ É que hoje de manhã, enquanto você foi à padaria, eu lavei a vidraça de nossa sala de jantar.

 

     Meus queridos, acho absolutamente fantástica esta parábola! Ela nos mostra, de uma forma absurdamente didática, o quanto temos a mania de criticar os outros sem, contudo, olharmos para nós mesmos. Somos experts em apontar os defeitos alheios ou as “sujeiras”. Mas, em muitos casos, a sujeira está em nosso próprio ambiente. E é justamente porque não temos a capacidade de avaliarmos o que temos feito e quais são nossas atitudes que tendemos a projetar nos outros o desleixo, o descuido e as “sujeiras” que, na verdade, estão em nós.

 

     Antes de apontarmos nosso dedo julgador e extremamente condenatório em direção às pessoas, deveríamos olhar nossa própria realidade e como temos agido em relação às situações.

 

     Quando fizermos isso, talvez, descubramos algo em nós que precisa ser “limpo”. Por fim, esta parábola nos alerta, também, sobre quais são as vidraças pelas quais olhamos as situações. Em alguns casos, chegaremos à conclusão que a situação na qual estamos é que está fazendo com que não enxerguemos perspectivas. Por exemplo, não é que não existam mais pessoas no mundo que não querem compromisso sério. Pode ser que seja apenas a vidraça pela qual estamos olhando e, assim, projetamos nas pessoas o que está, na verdade, numa situação particular nossa. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini

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